Aprender, Amar e Perdoar.

...E os purificarei de toda a iniqüidade do seu pecado contra mim; e perdoarei todas as suas iniqüidades, com que pecaram e transgrediram contra mim..." (Jr. 33.8).


APRENDER: Em nossas vidas vivemos momentos de crises existenciais e achamos que sabemos tudo, pois já conquistamos, nosso lugar ao sol, e agora é só esperar a morte chegar, pois nada mais nos resta, porem o salmista Davi nos alerta nos Salmos 27:4, vale a pena lembrar que este era o Rei Davi, Senhor de todo Israel, e um homem conforme o coração de Deus: “...Uma coisa pedi ao SENHOR e a buscarei: que possa morar na Casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR e aprender no seu templo...”

Davi queria algo mais, ele queria saber como era aprender no Templo de Deus, às vezes queremos aprender com amigos na escola, nos bares, no trabalho, com nossas vizinhas, parentes, as novelas e todos os filmes de ações que possam “pintar na telinha”, parecem ser boas escolas para nós. Porem, nunca aprender no Templo de Deus sabe porque?

Porque no Templo de Deus você aprende a Amar e a perdoar.

Oh! Que lição terrível, num mundo tão independente, num mundo onde as pequenas coisas não têm importância e o meu pensar é o que vale, o meu agir é o que sobre-sai, o amor paterno perde o valor, a família é coisa do passado, no Peru os pais tem a obrigação de ter filhos e o governo de educa-los e dar saúde para eles, pois os mesmos pais estão cometendo incestos, e ensinando aos filhos mentirem por alguma necessidade (ex. vem à pessoa cobrar na porta, e fala-se para os filhos vá e diga que não estou). Necessitamos saber e aprender que no Templo aprendemos a amar ao próximo como se fora nós mesmos. (agora amar o próximo quer dizer, no termo salvífico, amar o amor ágape, buscar todas as formas para que ela seja salva; e não deixar se levar pelo pecado alheio).

AMAR: Amor é tópico preferido dos poetas, artistas, compositores, músicos etc...

no dicionário Aurélio XXI é definido por: Ter amor a; querer muito bem a; sentir ternura ou paixão por; Ter afeição, dedicação ou devoção a; prezar; Sentir prazer em; apreciar muito, gostar de: possuir. Desejar, querer. Preferir, escolher.


¨Goethe amou Ana K. Schonkopf como artista e não como sábio¨;.

"O poeta Daniel amava em Francisca tudo: o coração, a beleza, a mocidade, a inocência e até o nome".

Já dizia Luiz de Camões em seu poema “líricas” que o amor é fogo que arde sem se ver.

Podemos dividir o amor ou denota-lo de 4 formas claras no grego: PHILEO phileo amor de amigo; STORGET storget amor de mãe; EROS eros amor de esposo e esposa; ÁGAPE agape amor de Deus ou para com Deus. No caso do amor para com Deus podemos subdividi-lo em 3 partes: Relacionar (1Jô 2:5); Ser (1Co.13:2b) e Reagir (1Co.13:4).

Ilustração: Um certo medico no nordeste do Brasil; sua esposa fora acometida de um terrível mal. Ela precisava de cuidados constantes para as coisas mais básicas da vida. Este homem reduziu o seu tempo no consultório, abriu mão de varias oportunidades para ter mais tempo livre, a fim de se dedicar à sua esposa. Tudo isso por amor. O amor nos ajuda a carregar nossos fardos. Assim foi Deus conosco.

Neste tema de hoje tratamos sobre o amor ÀGAPE, pois em 1Corintios 13 nos ensina sobre este amor, e não sobre o Eros como muitos pensam. A Bíblia é uma enciclopédia Espiritual.

Quão fácil é amar nossos pais e amigos e esposa ou noiva; mais que tremendo é amar nossos inimigos, que terrível é sentir amor ágape por aquele que quer nos magoar e entristecer, resumindo o amor não é uma recompensa que se da aos bons, mais é uma disposição que nasce de Deus no coração daqueles que se voltam para fazer alguém feliz, mesmo em meio à fraqueza e ao erro.

ISTO É SER UM VERDADEIRO CRISTÃO.

PERDOAR: perdão é apresentado de varias formas nas Escrituras Sagradas. O pecado é coberto (Sl.32:1); apaga o pecado (Is.43:25); é graça imerecida (Sl.51:1); é um ato decisivo não pode ser comprado (Pv.11:4); é um ato de misericórdia (1Jô.1:7).

Já dizia Corrie Tem Boom: “não há outra forma de tocar no oceano do coração de Deus senão perdoando e amando nossos inimigos”; agora é impossível aprendermos a lei de Deus sem amar, e a conseqüência deste aprendizado é o perdão, estamos falando de amor ÁGAPE, repare você como recebemos de Cristo esta formula, pois, Ele mesmo a executou, quando aprendeu a amar a multidão que estava faminta “...E, chamando Jesus os seus discípulos, disse: Tenho compaixão desta gente, porque há três dias que permanece comigo e não tem o que comer; e não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça pelo caminho; Mas os discípulos lhe disseram: Onde haverá neste deserto tantos pães para fartar tão grande multidão?” (Mt.15:32-33), e também quando se compadeceu da multidão uma vez mais e encontramos que Ele as curou: “...Jesus, ouvindo isto, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, à parte; sabendo-o as multidões, vieram das cidades seguindo-o por terra; Desembarcando, viu Jesus uma grande multidão, compadeceu-se dela e curou os seus enfermos...” (Mt.14:13-14). E a conseqüência deste amor é o perdão expressado na Cruz do calvário por mim e por você.

Pode você notar que devemos seguir as mesmas pegadas para irmos ao céu? Cristo caminhou o nosso caminho, andou nos mostrando que era possível aprendermos, amarmos e perdoarmos.

...Todos dizem que perdoar é uma idéia agradável ate terem algo para perdoar” (C.S.Lews). Falar de perdão é falar da repetição d vida de Jesus na nossa pobre, frágil e caída humanidade individual. É falar de Deus na minha e na sua vida.

Esta pronto você para seguir as pegadas do Mestre?

Na nossa vida é igual, o mundo necessita que eu e você os ensinemos o caminho da salvação que é Cristo (João 14:6), necessita aprender a amar Jesus é o amor (João 3:160, e ensinarmos sobre a necessidade do perdão Cristo é o único capaz de perdoar pecados: “...Então, disse à mulher: Perdoados são os teus pecados; Os que estavam com ele à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este que até perdoa pecados?”(Lc.7:48-49).

Ilustração: UM BONITO GESTO DE PERDÃO

Numa bonita manhã de maio, aquela mãe saía de casa, conduzindo pela mão sua filhinha de dois anos. Ao abrir a porta viu junto a ela, envolta em trapos, uma linda
garotinha com poucas horas de vida. A piedade fez com que a senhora voltasse imediatamente, levando consigo o embrulho humano. Chegou o marido, que concordou em adotar a criança como filha. Deram o nome de Vania à meninazinha.

Passou-se o tempo e as duas meninas cresciam fortes e inteligentes. Os pais tinham grande prazer em vê-las sempre companheiras. Vera e Vania estudaram e se formaram juntas.

Embora ambas houvessem recebido a mesma orientação, ao se tornarem adultas. verificou-se forte diferença de caráter e de personalidade entre uma e a outra. A filha adotiva era humilde, dócil e compreensiva, enquanto Vera revelava-se desleal e presunçosa. Logo que ela percebeu a resignação da irmã adotiva, pôs-se a praticar ações pouco recomendáveis e lançar a culpa em Vania. Ao fim de algum tempo, até pequenas importâncias em dinheiro
coneçaram a desaparecer em casa, depois as jóias de menor valor, sem que se soubesse o paradeiro delas; mas sempre Vania era acusada como sendo a responsável pela situação. Os
sumiços continuaram, assim como as acusações, até que a mãe decidiu mandar a filha adotiva sair de casa, apontando-a como a enjeitada, que por um gesto de comiseração teve de ser adotada... Arrasada com tudo o que ouviu, Vania arrumou seus pertences e em lágrimas despediu-se dos seus benfeitores.

Poucas semanas após a sua partida, desapareceu a jóia de maior valor, que aquela senhora herdara da sua avó; em seguida, maior importância em dinheiro... A vaidade de Vera foi levando os pais a contraírem dívidas cada vez maiores, até que a casa teve de ser vendida. Nada mais restava e a pobreza tornou-se inevitável! Vania, humilde e dedicada, acabou conquistando uma bolsa de estudos para o exterior, onde permaneceu uns poucos anos, estudando e trabalhando. Apesar de tudo, ela sentia saudade daqueles que lhes serviram de pais e foi assim que, ao saber do estado de miséria e desamparo deles, voltou ao seu país e ali procurou localizá-los. Com as economias feitas, adquiriu um imóvel e trouxe os pais para sua companhia, devolvendo, dessa forma, a alegria e a segurança que eles precisavam e, ao mesmo tempo, dando-lhes uma valiosa lição de perdão, de amor e confiança; exatamente aquilo que ela esperava receber, quando apontada pela irmã como culpada.
Nunca é tarde para compreender, para amar e para perdoar, quando essas três ações tão singulares e profundas se mostram oportunas.

Por: Pr. Dr. Wagner Teruel

Phd.Db.Dee.Thb.Lic

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