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Os Homens Falhos

16/05/2004

Estamos sempre a buscar a perfeição em todos os nossos afazeres. Quando não conseguimos, ficamos tristes e desapontados. Deus vê as nossas limitações e nos compreende sem nada exigir em troca.

Nós sabemos das limitações das outras pessoas, mas frequentemente não as entendemos. Nos magoamos, nos decepcionamos e achamos que as coisas, do jeito que estão, não têm solução. No entanto, é no meio das imperfeições humanas que são criadas as melhores músicas, escritos os grandes livros e feitas as grandes obras. Não espere atingir um grau de perfeição para começar a produzir.

Você nunca chegará à perfeição. A meta de atingir a perfeição a qualquer preço só produz angústia e ansiedade.

Pesquisando a história, constatamos que homens como John Wesley e George Whitefield, dois dos maiores líderes do reavivamento na Grã-Bretanha, não se davam bem e evitavam se falar. João Calvino e Martinho Lutero, responsável pela Reforma Protestante, não sentavam juntos na mesma sala. Dwight L. Moody, o grande evangelista, tinha um temperamento forte — certa vez, um homem foi até o púlpito xingando-o, e ele respondeu de forma enérgica. Charles Spurgeon, grande pregador, fumava charutos!

Não estou justificando esses comportamentos, mas quero demonstrar que as falhas humanas não impedem Deus de agir e não obstruem a edificação de grandes obras. Portanto, deixe de lado pensamentos como: "Quando eu pagar as dívidas", "No momento em que eu me aposentar", "Quando meus filhos ficarem independentes" ou "Quando me formar ou me casar... aí sim farei tal coisa".

O momento é agora, mesmo com nossos problemas diários e com nossas fraquezas pessoais.

Boa Semana,