A Paixão de Cristo
Há alguns dias atrás, quando estreou o filme de Mel Gibson, acompanhei pela televisão vários comentários a respeito dele. O que mais me chamou atenção foi quando um psicólogo famoso disse que este filme era diabólico, anti-semita, que Mel Gibson estava interessado em ganhar dinheiro e que mostrava um Jesus sado-masoquista.
Impressionante, pois naquele exato momento o Espírito Santo me tocou e veio em minha mente: "Acho que este filme deve mostrar o sofrimento real de Jesus na crucificação, por isso este psicólogo está furioso."
Fui assistir ao filme e achei uma cópia fiel da Bíblia, inclusive o diálogo de Jesus com Pilatos, onde foram citadas as mesmas palavras do evangelho de João. Os idiomas falados eram aramaico e latim, chegando bem próximo da realidade da época.
As pessoas que criticam o filme não querem reconhecer que Jesus passou por aquele sofrimento terrível somente POR AMOR À HUMANIDADE. É difícil crer que um homem santo, cheio de poder, se manteve calado como um cordeiro mudo para pagar os pecados do mundo somente num sacrifício, o sacrifício da cruz. Ninguém é capaz disto.
É inconcebível uma mente normal aceitar este fato: que por amor, um homem santo, sem culpa, inocente, puro, teve esta coragem de ir até o fim.
Segundo a Bíblia, quando havia punição, eram dadas 39 chibatadas e nosso Jesus, além destas, sofreu humilhação, foi cuspido, deram-lhe socos no rosto, zombaram dele, o injuriaram. Machucaram-No fisicamente e moralmente.
Já assisti muitos filmes relatando a crucificação, mas nenhum deles mostrou exatamente o sofrimento real de Jesus. Por isso choca, e isto é para valorizar o sacrifício, pois quem assistiu este filme não pode ficar indiferente à dor que Ele sofreu. Ele carregou na cruz nossos pecados, dores, doenças, culpas, frustrações, complexos, etc.
Não houve exagero nenhum, nosso Salvador e Senhor sofreu demais, pagou um alto preço, só por amor. É muito mais fácil criticar Mel Gibson do que cair na real e tomar consciência.
As cenas de violência me chocaram demais. Num certo momento em que Ele recebeu uma chibatada, eu fechei os olhos e, sem perceber, eu disse “ai”, parecia que eu estava sentindo.
Chorei muito e o que mais me intrigou foi a frieza dos religiosos. Realmente eles estavam cegos, pois Pilatos e Herodes, que eram ímpios, não viam mal algum em Jesus e não queriam crucificá-Lo; mas os sacerdotes se viram ameaçados e queriam excluí-Lo, com medo de perderem o poder. Em nenhum momento tiveram misericórdia, só havia ódio nos seus corações.
E veio a imagem de Jesus dizendo aos discípulos: "Se perseguiram a mim, quanto mais a vós..."
Mas quem perseguiu Jesus não foram os incrédulos, nem os ímpios, e sim aqueles que se diziam seguidores da palavra de Deus. Por isso é necessário seguir Jesus sempre tendo no coração: misericórdia, amor, compaixão, e não julgar seu semelhante, nem radicalizar a palavra santa.
Muitas vezes, nós, que pregamos Jesus Cristo como único e suficiente Salvador, somos perseguidos, não só por ímpios, mas por religiosos cheios de ranço espiritual. Jesus os chamava de hipócritas, raça de víboras, pois seguiam o Velho Testamento com ódio, rancor e não tinham uma visão exata do reino de Deus, estavam cegos espiritualmente.
Está escrito: A LETRA MATA MAS O ESPÍRITO VIVIFICA, e Jesus falou claramente: NÃO É O QUE ENTRA PELA BOCA, MAS O QUE SAI DELA QUE FAZ MAL. E realmente é verdade, pois o que sai da boca vem do coração.
Acho que todo cristão deveria assistir este filme e não tornar comum e em vão o sacrifício. Procurar andar com retidão, consagrar-se e não pecar, pois cada vez que pecamos estamos crucificando-O novamente. E Ele não merece, pois já pagou um alto preço para nos resgatar do pecado e nos agraciar com a vida eterna.
— DISSE JESUS
Este é o nosso Deus, um Deus de amor, compaixão e misericórdia, que carregou a sua dor, seu sofrimento e a sua doença. Tudo foi lançado na cruz, para que você tenha vida e vida em abundância.
AME-O POIS ELE É DIGNO DE TODO LOUVOR E TODA GLÓRIA!